Como funciona a manutenção de carros híbridos e elétricos?

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Como funciona a manutenção de carros híbridos e elétricos?

Quando se trata de carros elétricos e híbridos, é necessário tomar alguns cuidados ao utilizar o veículo para não danificar componentes eletrônicos e manter as baterias em boas condições. Uma das principais recomendações das montadoras com modelos deste tipo é, como em automóveis convencionais a combustão, não deixar o veículo parado por longos períodos.

O híbrido

A Toyota, que vende no Brasil o Prius, o híbrido mais vendido do mundo, também tem suas recomendações para evitar danos às baterias — o modelo, porém, não requer recarga da rede elétrica pois as baterias são reabastecidas pelo próprio motor a combustão (por meio da desaceleração do carro ao frear).

No caso do Prius, um detalhe pode fazer as baterias durarem mais tempo: não obstruir a entrada de ar que ajuda a resfriá-las, localizada embaixo do assento traseiro, no lado esquerdo. Para evitar essa obstrução ou eventuais problemas de aquecimento, a fabricante recomenda cumprir à risca os planos de revisões.

Já a BMW informa que as baterias do i3 (como virou padrão na indústria, por motivos óbvios) são estanques, portanto, construídas e testadas para evitar entrada de água e líquidos e ainda de resistirem a impactos.
E se bater?

Em caso de colisão, a Toyota informa que os gastos com reparo são equivalentes aos de um veículo convencional. A marca recomenda, nessas situações, desligar a chave geral do veículo imediatamente e aguardar o resgate, já que “disponibilizou treinamento para os Bombeiros e à PM sobre precauções referentes ao sistema híbrido”.

Quanto à manutenção, Emílio Paganoni, da BMW, diz que, embora exija mão de obra altamente especializada e treinada, especialmente para lidar com o sistema elétrico de alta voltagem, os custos de revisões são parecidos. “O motor e todo o sistema de propulsão de um carro elétrico é muito mais simples que o de um convencional, com poucas partes móveis. Aqui no Brasil nunca encontramos clientes com problema no motor elétrico desse modelo”, informa.

Segundo o executivo, o custo médio de manutenção de um i3 é semelhante ao do sedã 320i, inclusive porque ambos têm preços parecidos, começando na faixa dos R$ 160 mil. A Toyota informa que, no seu caso, acontece a mesma coisa, com preços muito próximos na comparação do Prius com o Corolla. A primeira revisão do Prius, por exemplo, custa R$ 237,39, contra R$ 269,89 do sedã médio — até mais barata, portanto. A segunda e a terceira revisões, por sua vez, custam respectivamente R$ 624 e R$ 432 para ambos os modelos.

Tanto as baterias do i3 quanto as do Prius têm garantia de oito anos — no caso do Toyota, ela vale por esse período ou 200 mil km rodados, o que acontecer primeiro, e inclui todo o sistema híbrido, incluindo as baterias e sua respectiva central de controle eletrônico, de controle de energia, inversor e conversor.

Em ambos, as montadoras afirmam que a duração da bateria duram o período da garantia ou até mais tempo. Paganoni, da BMW, diz que as do i3 duram até dez anos. “Como as baterias são distribuídas em módulos, se houver algum defeito não é preciso substituir todo o conjunto”, relata.

Mas, quando acabar a vida útil, vale a pena trocar as baterias e seguir rodando com o carro? No caso do Prius, que é híbrido e usa baterias de menor capacidade de carga (e mais baratas), a resposta é sim: segundo a fabricante, o custo para a troca é de aproximadamente R$ 10,5 mil, já incluída a mão de obra, pouco mais de 8% do valor de um modelo zero (atualmente em R$ 126,6 mil). Já a BMW diz que a troca de todas as baterias do i3 “não é viável”.

Tanto a Toyota quanto a BMW informam que contam com um programa de coleta, destinação e reciclagem das baterias após o fim de suas vidas úteis.

Fonte: Uol Carros

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